Inauguramos
a temporada de comemorações, eventos, festas, jantares e tudo o que há de mais
especial e lá estão elas: as taças! Prontas para acompanhar a cerimônia e
deixá-la ainda mais alegre e deliciosa. Por conta disso, sempre há um vinho
especial sendo guardado para uma ocasião. Sejam eles franceses, chilenos,
argentinos, italianos ou outros. Mas, para quem entende disso, sabe que a
preocupação em relação aos vinhos ultrapassa unicamente o tipo de vinho certo
para cada ocasião, como chega também à taça que deve ser usada para cada um
desses vinhos.
Se você
ainda é “novo” nesse meio e ainda não degusta de todas as técnicas para um bom
acompanhamento de vinho, é muito possível que, em frente a uma prateleira com
diversas taças diferenciadas, você tenha pensado: por qual motivo são tantas?
Para esses indivíduos, a escolha da taça é ainda mais complicada do que a
escolha do próprio vinho, até porque a escolha da taça não pode partir do senso
comum. Mas, até para quem já conhece um pouco da técnica, a escolha também não
é nada fácil diante de uma variedade.
O primeiro passo é entender por qual motivo
são tantas as taças, todas com formatos diferentes, assim como o peso, a profundidade e outros detalhes. Vale também destacar o que
alguns especialistas dizem sobre a “arte
de saber escolher a taça certa”: muitas são as mulheres que escolhem uma
roupa ideal para a valorização do corpo. Assim também pode acontecer com o
vinho: para tirarmos dele o melhor sabor e para isso é só fazer a escolha pela taça ideal.
Após
diversos estudos realizados para o desenvolvimento da técnica, foi possível
entender quais são os fatores que influenciam na escolha da taça. Os
recipientes são criados com o intuito de conduzir a bebida para o nariz e boca
ao mesmo tempo, além dos olhos que devem perceber o realce das tonalidades do
vinho. Sendo assim, os aromas e sabores podem mudar e se tornar ainda mais
atraentes, se sentidos por pessoas que sabem diferenciar um vinho unicamente
pela troca de recipientes.
Mas,
afinal, será que a lenda que dita que cada vinho diferenciado deve ser tomado
em uma taça específica é real? Pensando nisso, vale, de início, explicar algo
que poucos sabem: são milhares as espécies de uvas utilizadas na produção dos
vinhos, considerando que muitas delas são encontradas somente em algumas
regiões do mundo.
Algumas
marcas, como é o caso da austríaca Riedel, já produziu aproximadamente 400
tipos diferenciados de taças, cada uma para acompanhar o vinho produzido,
conforme a variação da uva e da região onde essa é encontrada.
Mas,
afinal, será mesmo necessário ter tantas taças dentro da própria casa? Porque
pensando por esse lado, fica praticamente impossível descobrir vinhos novos,
vendo que será sempre obrigatória a compra de uma taça especial. Para os especialistas, existe uma forma ótima e
básica para não perder o prazer de tomar vinho, mesmo quando não se tem uma “taça adequada” para tal.
Sendo
assim, são apenas alguns modelos que não devem faltar em sua residência. Para
começar, é preciso ter uma “taça
coringa”, que como o próprio nome já dá a entender, é uma taça que
combina com grande parte dos vinhos, pois ela foi desenvolvida unicamente para
as degustações técnicas independentemente do vinho.
A partir
dessa taça coringa, você pode também adquirir alguns modelos de taças
específicos para cada vinho. Segundo os especialistas, são quatro modelos essenciais: uma taça exclusiva para os vinhos brancos, duas para os tintos (uma para o
tinto Borgonha e outra para o Bordeaux), e não podia faltar, por último, uma taça para os vinhos espumantes.
Para os que gostam de vinhos doces e também os rosados, vale apostar na compra
de uma taça para cada um deles.
Vinho
branco
As taças
para os vinhos de caráter branco geralmente possuem um corpo um tanto quanto menor. O
vinho branco é famoso pelo consumo em temperaturas mais baixas e, por conta
disso, as taças devem dispor de um recipiente menor para o líquido,
possibilitando menores trocas de calor com o ambiente. Além disso, o corpo da
taça menor possibilita aos amantes do vinho branco sentir cada nota da uva,
sentindo a doçura e a acidez proposta por esse tipo de líquido.
Vinho
tinto
O vinho
tinto já possui uma taça diferenciada do que a para o vinho branco, até porque
essa deve acompanhar o ritmo proposto pelo estilo de vinho. O vinho tinto tem
sabores e aromas muito mais intensos e fortes e, por conta disso, é sempre
necessária uma pausa para respirar. A taça, por sua vez, possui um corpo grande, para que a bebida possa
balançar o suficiente. Vale destacar que nunca se pode preencher uma taça
inteira com vinho tinto, e sim colocar no recipiente unicamente o necessário
para ocupar um terço do mesmo.
Mas, as
taças para vinho tinto ainda possuem outra diferenciação, em relação aos vinhos
tintos de caráter Borgonha e Bordeaux. As taças, inclusive, foram batizadas com
esses nomes para dar destaque às regiões francesas que produzem esses vinhos.
Borgonha
Os vinhos
franceses da região de Borgonha são conhecidos essencialmente pela complexidade
e pela concentração de sabor que lhes é imposta pela uva Pinot Noir. As taças,
com formato de balão, são
as indicadas por conta do contato com o ar, que acontece com mais frequência. O
recipiente permite então que o nariz fique em destaque e possua desfrutar de
todos os aromas do vinho. Enquanto isso, o formato ainda possibilita que o
fluxo de vinho chegue na região da ponta e centro da língua, o que diminui a
acidez proposta pelo vinho.
Bordeaux
A taça
Bordeaux tem como objetivo abrigar os vinhos mais fortes e encorpados, o que
pode ser explicado para riqueza em tanino. Esses vinhos, que geralmente são
feitos a partir da uva Cabernet Sauvignon, devem ser bebidos por meio de taças com bojo grande, porém,
com uma borda mais fechada para
que seja possível a concentração de todos os aromas propostos pelo sabor da
uva. Assim sendo, a aba fina da taça leva o fluxo do vinho diretamente para a
ponta da língua, fazendo com que os sabores cheguem ao conhecimento do
indivíduo antes mesmo do sabor do tanino, que vai diretamente para a parte de
trás da boca.
Vinhos
rosados
Os vinhos
rosados, ou conhecimentos popularmente como “vinhos rosés”, representam um tipo
especial de vinhos. Eles conseguem misturar o aroma forte dos taninos,
característica oriunda dos vinhos tintos, com o aroma mais suave dos vinhos
brancos.
A taça
para esse tipo de vinho costuma ser então menor do que a para os vinhos brancos, mas com um bojo maior. A
intenção da taça é fazer com que a acidez do vinho venha à tona, equilibrando a
doçura proporcionada pela mistura. As taças para vinhos rosés são pouco
comercializadas, já que poucas são as marcas que a criam. Se você não a
encontrar, pode usar uma taça para vinho branco.
Vinhos
espumantes e champagne
Os vinhos
espumantes, ou champagne, geralmente acompanham uma comemoração especial, e
para que isso se complete, não devemos nos esquecer também das taças
específicas.
Para um espumante comum, por exemplo, há de se indicar a taça chamada de flûte, ou flauta. Essa taça, encontrada com frequência, se destaca por ajudar os paladares a apreciar as borbulhas. Além disso, o fluxo fica acima da língua e os aromas diretamente no nariz, o que mantêm o equilíbrio e proporciona uma saborosa profundidade de sabores. Nesse caso, quanto mais bojo possuir a taça, melhor o sabor fica, pois quanto mais reta, menos os aromas poderão ser alcançados. Se a champagne for de safra especial, as taças de corpo curvo são mais adequadas para que o sabor da fruta venha à tona.
Para um espumante comum, por exemplo, há de se indicar a taça chamada de flûte, ou flauta. Essa taça, encontrada com frequência, se destaca por ajudar os paladares a apreciar as borbulhas. Além disso, o fluxo fica acima da língua e os aromas diretamente no nariz, o que mantêm o equilíbrio e proporciona uma saborosa profundidade de sabores. Nesse caso, quanto mais bojo possuir a taça, melhor o sabor fica, pois quanto mais reta, menos os aromas poderão ser alcançados. Se a champagne for de safra especial, as taças de corpo curvo são mais adequadas para que o sabor da fruta venha à tona.
Vinhos
doces
Para o
consumo dos vinhos doces, o bojo é pequeno e o motivo é simples: os vinhos
fortificados geralmente são consumidos em quantidades menores e, por conta
disso, as taças também são estreitas
na parte de cima. Esse design diferenciado é o que auxiliará na condução
da bebida para a ponta da língua, lugar onde a doçura do vinho é melhor
percebida.
Material
das taças
O
material das taças varia muito. Antes de adquirir as suas, é essencial que você
note em primeiro plano o material dessas. O primeiro sinal de que uma taça é
boa é se ela é completamente transparente, pois, convenhamos, não há como
apreciar um vinho sem olhar para as suas cores.
Cristal, vidro e cristal de vidro estão entre os materiais mais comuns, sendo a única diferenciação o teor de chumbo, um metal utilizado na produção. O chumbo torna a taça mais leve e delicada, além de deixá-la até mesmo mais fina. A taça que mais possui chumbo é a de cristal, com 24%, seguido da taça de cristal de vidro com 10% e a de vidro, que nada possui.
Cristal, vidro e cristal de vidro estão entre os materiais mais comuns, sendo a única diferenciação o teor de chumbo, um metal utilizado na produção. O chumbo torna a taça mais leve e delicada, além de deixá-la até mesmo mais fina. A taça que mais possui chumbo é a de cristal, com 24%, seguido da taça de cristal de vidro com 10% e a de vidro, que nada possui.
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